Artesãs do Vale do Paraíba fortalecem empreendedorismo

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Com o apoio da Suzano, artesãs do Vale do Paraíba fortalecem o empreendedorismo feminino e conquistam a independência financeira

Com o apoio da Suzano, artesãs do Vale do Paraíba fortalecem o empreendedorismo feminino e conquistam a independência financeira
 
Em 2020, os projetos de artesanato apoiados pela Suzano na região apresentaram importantes indicadores de crescimento, como o aumento de 130% nos rendimentos econômicos
 
Os projetos de artesanato do Vale do Paraíba apoiados pela Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo do eucalipto, fecharam 2020 com aumento de 130% nos rendimentos econômicos em comparação a 2019. As artesãs destes projetos - dos municípios de Cunha, Jambeiro e Jacareí (todos em SP) - deram importantes passos em direção à independência financeira e ao fortalecimento das tradições regionais.
 
Ao todo, 45 pessoas, 90% de mulheres, integram os projetos "Cerâmica de Vargem do Tanque" e "Mãos que Valem", mantidos pela empresa há quatro anos. No ano passado, mesmo diante das limitações impostas pela pandemia, os grupos seguiram com a produção em casa e atingiram um crescimento de 9,82% na comercialização de produtos artesanais em relação a 2019. 
 
Somente no projeto "Cerâmica Vargem do Tanque", realizado em Cunha (SP), são 30 ceramistas atuando na fabricação de peças de decoração, panelas, cuscuzeiras, entre outros itens. Já o "Mãos que Valem", que atua com artesãs de Jambeiro e Jacareí (SP), beneficia outras 15 mulheres que retiram da costura, bordados e outros artesanatos, a renda para complementar o orçamento familiar. Com o início da pandemia do coronavírus e, consequentemente, o fechamento dos pontos de venda e suspensão de feiras e eventos, os grupos tiveram que buscar, em editais públicos e privados, formas de manter as vendas. 
 
"Assim que surgiram os primeiros casos no Brasil, a Suzano adotou uma série de medidas para mitigar os impactos da pandemia na saúde e na sociedade em geral, com uma atenção especial para os projetos voltados para a geração de trabalho e renda, uma vez que entendemos que a continuidade desses projetos é ainda mais essencial em um momento como este. Por isso, em parceria com as comunidades, traçamos alternativas para que a produção e a comercialização fossem mantidas, fomentando a participação em editais públicos e privados", ressalta Adriano Silva Martins, consultor de Desenvolvimento Social da Suzano.
 
Outro destaque é que, em 2019, a renda adicional das famílias em função do Programa de Artesanato era 100% oriunda das vendas de produtos artesanais autorais, já em 2020, as artesãs tiveram um bom incremento na renda provocado a partir da confecção de máscaras de tecido e recursos captados por meio de editais e premiações. "Com muito esforço e dedicação, essas mulheres contribuíram para o fortalecimento do empreendedorismo feminino e, hoje, comemoram a conquista da independência financeira", diz Adriano.
 
Em 2020, os dois projetos foram destaques no 7º Prêmio Objeto Brasileiro, realizado pelo Museu A CASA do Objeto Brasileiro, localizado em São Paulo. A premiação teve como objetivo mostrar e valorizar a diversidade e a riqueza do artesanato e do design brasileiro. Os representantes da cultura do Vale do Paraíba figuraram entre os mais de 220 inscritos de todo o Brasil. Como prêmio, os projetos poderão expor, virtualmente, os trabalhos no site do Museu (https://acasa.org.br).
A artesã Maria Alaíde da Costa, 54 anos, participa do projeto "Mãos que Valem" desde o início.  Ela aceitou o convite da sua irmã para comparecer a uma aula e nunca mais deixou de ir aos encontros. Hoje, comemora a independência financeira conquistada por meio dos trabalhos manuais. "Eu tinha uma pequena noção de pintura em tecido e, no Mãos que Valem, eu aprimorei esse conhecimento, aprendi a bordar e a costurar. Hoje, além de eu poder adquirir minha independência financeira, essa atividade me ajuda a controlar a minha ansiedade", comemora a artesã.  
 
Moradora de Cunha, Marceli Natali Siqueira, de 35 anos, realizou, em 2017, o curso de Cerâmica Sustentável, parceria do Instituto Cultural de Cerâmica de Cunha (ICCC) com a Suzano e, como diz a ceramista, "a partir daí, tudo mudou".  Com o desenvolvimento das peças, ela conquistou a independência financeira que tanto idealizava. "Hoje posso dizer que, mesmo estudando até a 4ª série, sou uma ceramista. A minha fonte de renda atual é 100% conquistada pelas peças que eu produzo. Compro material escolar para os meus filhos, roupas e há 2 anos conquistei a minha carteira de habilitação", completa Marceli Natali.
 
Vendas virtuais
 
O próximo passo para fomentar ainda mais as vendas das artesãs será a entrada no mercado digital. "Entendemos que as vendas on-line possuem forte representatividade para o comércio na atualidade. Para que as associações possam contar com mais essa opção, para o fortalecimento da renda familiar, estamos buscando parcerias para a capacitação dos grupos, principalmente, no que se refere à elaboração e emissão de notas fiscais", explica Adriano. 
 
Cerâmica Vargem do Tanque
 
Desenvolvido em parceria com o Instituto Cultural de Cerâmica de Cunha (ICCC), o projeto "Cerâmica Sustentável" teve início em 2017 com o objetivo de promover, por meio do resgate da cerâmica primitiva e a valorização da cultura da cidade de Cunha, a geração de renda e o desenvolvimento sustentável da região. 
 
Mãos que Valem
 
O projeto foi fundado em 2017, após um estudo da Suzano que identificou a habilidade para o artesanato entre as moradoras da região. A iniciativa faz parte do programa de desenvolvimento socioambiental da empresa nas comunidades onde atua e tem o apoio do Instituto Mirí (SP), na capacitação e consultoria técnica para as mulheres, e do designer Renato Imbroisi, na direção criativa.

 

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